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Hipersensibilidade Alimentar

“Vivian comeu uma pizza domingo á noite, terça feira ela teve dor de cabeça”.

“Ricardo fez uma festa com queijos e vinhos no sábado, domingo pela manhã acordou mais inchado.”

“Shirley comeu um pão com manteiga e três dias depois apareceram manchas vermelhas na pele.”

“Toda vez que Rafael toma leite com toddy pela manhã, refere piora de sua rinite/sinusite.”

“Bruno come omelete todos os dias pós treino, há algum tempo refere piora da fadiga e ganho de peso”.

Diferente da alergia e intolerância – nas quais os sintomas são imediatos – na hipersensibilidade alimentar (ou Alergia Tipo 3) são sinais e sintomas inespecificos relacionados a alimentos específicos, que quase nunca são atribuídos a um alimento por ser tardio. E existem mais de 200 sinais e sintomas registrados na medicina de hipersensibilidade alimentar. É causada principalmente pelo aumento da permeabilidade intestinal, fazendo com que atravessem pedacinhos das proteínas dos alimentos para a corrente sanguínea – seu sistema de defesa reconhece essas proteínas como algo ofensivo e inicia um processo de formação de imunocomplexos (anticorpos principalmente mediada pelas 4 subclasses de anticorpos IGG – 1, 2, 3, 4).

Isso deixa seu organismo mais “inflamado”, piorando o funcionamento do metabolismo. Um bom nutricionista varia as estratégias nutricionais com o intuito de previnir hipersensibilidade – uma vez que quanto mais você ingere o alimento, maior a chance de adquirir.

Hoje existem exames para detectar, o que facilita o diagnóstico.

Até o próximo post.
Dr. Pedro Andrade @drpedroandrade

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Mitos sobre o Glúten

Acho engraçado quando leio “hashtag sem glúten”. Na grande maioria das vezes o cidadão nao tem a mínima ideia do que é glúten. Sabe quando te falaram mal de uma pessoa e você cria um pré-conceito de que aquela pessoa é realmente ruim? Aí você vai, conhece a pessoa, vê que ela tem os defeitos dela, mas não é de todo mal, e fica até amigo da pessoa?! 😂 É exatamente assim que me sinto quando leio “artigos” sobre o glúten nessa espécie de telefone sem fio do “Instagram Medical Journal“. Cada um fala o que quer, pioram ainda mais os modismos, e você, coitado, acha que quem derrubou as torres gêmeas foi o glúten. Vamos lá. Você pode ser:

 

1) Alérgico ao glúten (menos de 1% da população): quando há sinais ou sintomas imediatos ao consumo.
2) Intolerante ao glúten (doença celíaca – 3/4% da população): quando você não tem enzimas para poder digerir, gerando sintomas gastrointestinais.
3) Hipersensível ao glúten: (menos de 10% da população) quando existem sinais ou sintomas tardios.

 

O problema do glúten está em 2 pontos:

 

Primeiro: Hoje em dia 99% dos alimentos que contém glúten; trigo, centeio, cevada etc. são transgênicos (crescem rápido para gerar mais lucro!), fazendo com que eles tenham uma quantidade 400% maior de glúten que os cereais de 100 anos atrás. Desse modo, a chance de você adquirir alguma doença relacionada a exposição intestinal dessa proteína cresce muito!
Segundo: (Importante) Uma resolução recente da ANVISA, de 21 março de 2014, permite que as farinhas do Brasil – principalmente a de trigo, tenham até 75 fragmentos de inseto/pelos de ratos/matérias estranhas por 50g de trigo. Em 2011 a ANVISA também determinou o limite máximo de micotoxinas (toxinas de fungos) para alimentos em estocagem. Podendo ter até 2g de fungos por 1kg de farinhas, sobretudo de trigo! É por isso que quando cortamos farinhas nos sentimos melhor.Na verdade nos sentimos menos “intoxicados”. Provavelmente o problema não esteja no glúten, mas sim na estocagem desses alimentos, que no Brasil é mais precário – por um viés puramente econômico (perde-se menos cereal, vende-se mais), ou seja, se for comer macarrão, coma na Itália.Até o próximo post.
Dr. Pedro Andrade
#Glútenfobia #GlutenFree #MedicinaÉUmEstiloDeVida

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A mais cruel doença da idade moderna – O Diabetes

Há mais ou menos 10 mil anos atrás, no inicio da era neolítica, o homem iniciava seu dominio na agricultura, a partir daí dois fatos ocorrem:

1- Paramos de correr atrás da caça, pois podemos plantar e criar animais.
2- A base da pirâmide alimentar, antes composta por carnes, peixes, oleaginosas e frutas, passou a ficar rica em carboidratos, como milho, raízes, leguminosas e frutas de fácil plantil.

O impacto desse estilo de vida, bem como a modernização da humanidade, fez com que se disseminasse o sedentarismo em nosso meio, e com isso, talvez a mais cruel doença da idade moderna – O Diabetes.

Em 2016 estima-se que 1 a cada 9 pessoas possuam diabetes (Diabetes tipo 1, tipo 2, insipidus ou gestacional) – Dados da Organização Mundial da Saúde, sem contar, é claro, os casos subnotificados e pacientes em estágio pré diabético.

No mês do diabetes, vamos entender um pouco mais sobre o impacto dessa doença no nosso metabolismo e em nossa expectativa de vida. O diabetes é uma doença ligada, principalmente, ao metabolismo de um hormônio chamado insulina, sendo comumente encontrada no Tipo 2. Este tipo de diabetes ocorre pela resistência deste hormônio a quantidades elevadas de glicose no sangue, fazendo com que ele perca sua função – já que a insulina promove a entrada de glicose da corrente sanguinea para dentro da célula.

Quando ingerimos um alimento rico em carboidrato, elevamos nosso açucar no sangue e isso gera um fenômeno chamado “Reação de Mayllard” – é um processo quimico de modificação e junção dessa molécula de glicose a uma proteina do nosso corpo – podendo ser uma proteína dos nossos vasos, coração, rins, cérebro etc, fazendo com que esse orgão vá perdendo sua função lentamente, “envelhecendo” nosso corpo de maneira mais rápida. Ou seja, não precisamos estar com diabetes para sofrer o impacto de uma alimentação rica em carboidratos.

Em contrapartida, o exercício físico, principalmente o resistido (musculação), promove maior sensibilidade de Glut-4, uma proteína que não depende de insulina para carregar glicose pra dentro da célula – não apenas previnindo como ajudando no tratamento de pacientes com a doença.

Até o próximo post e deixem seus comentários
Dr. Pedro Andrade
@depedroandrade

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