A mais cruel doença da idade moderna – O Diabetes

Há mais ou menos 10 mil anos atrás, no inicio da era neolítica, o homem iniciava seu dominio na agricultura, a partir daí dois fatos ocorrem:

1- Paramos de correr atrás da caça, pois podemos plantar e criar animais.
2- A base da pirâmide alimentar, antes composta por carnes, peixes, oleaginosas e frutas, passou a ficar rica em carboidratos, como milho, raízes, leguminosas e frutas de fácil plantil.

O impacto desse estilo de vida, bem como a modernização da humanidade, fez com que se disseminasse o sedentarismo em nosso meio, e com isso, talvez a mais cruel doença da idade moderna – O Diabetes.

Em 2016 estima-se que 1 a cada 9 pessoas possuam diabetes (Diabetes tipo 1, tipo 2, insipidus ou gestacional) – Dados da Organização Mundial da Saúde, sem contar, é claro, os casos subnotificados e pacientes em estágio pré diabético.

No mês do diabetes, vamos entender um pouco mais sobre o impacto dessa doença no nosso metabolismo e em nossa expectativa de vida. O diabetes é uma doença ligada, principalmente, ao metabolismo de um hormônio chamado insulina, sendo comumente encontrada no Tipo 2. Este tipo de diabetes ocorre pela resistência deste hormônio a quantidades elevadas de glicose no sangue, fazendo com que ele perca sua função – já que a insulina promove a entrada de glicose da corrente sanguinea para dentro da célula.

Quando ingerimos um alimento rico em carboidrato, elevamos nosso açucar no sangue e isso gera um fenômeno chamado “Reação de Mayllard” – é um processo quimico de modificação e junção dessa molécula de glicose a uma proteina do nosso corpo – podendo ser uma proteína dos nossos vasos, coração, rins, cérebro etc, fazendo com que esse orgão vá perdendo sua função lentamente, “envelhecendo” nosso corpo de maneira mais rápida. Ou seja, não precisamos estar com diabetes para sofrer o impacto de uma alimentação rica em carboidratos.

Em contrapartida, o exercício físico, principalmente o resistido (musculação), promove maior sensibilidade de Glut-4, uma proteína que não depende de insulina para carregar glicose pra dentro da célula – não apenas previnindo como ajudando no tratamento de pacientes com a doença.

Até o próximo post e deixem seus comentários
Dr. Pedro Andrade
@depedroandrade

Compartilhe essa postagem